Como planejar o crescimento das cidades?

As grandes contradições no planejamento das cidades é o tema principal desse episódio. O documentário mostra como, dependendo do modelo de planejamento, as cidades acabam se tornando cidades divididas e segregadas. Alguns especialistas trazem para o debate que a principal questão não é a falta de planejamento mas sim o planejamento feito para servir grupos específicos e não a totalidade da população. Para evitar isso, o episódio mostra alguns recursos que fazem parte do Movimento da Reforma Urbana, que surgiu em defesa de cidades mais justas. Um exemplo é a Função Social da Cidade. O programa apresenta também o Estatuto da Cidade e os instrumentos que permitem realizar um planejamento mais justo e integrado. Exemplos de planejamento através da criação de Planos Diretores em São Paulo e em Belterra, no Pará, mostram bem que, quando o poder público está disposto a realizar um planejamento justo, isso é possível.

O crescimento das cidades e a periferização

O segundo episódio mostra como as cidades brasileiras – em grande maioria – crescem de forma espraiada, ou seja, horizontalmente . É um tipo de cidade cara e onde não há controle urbano e social nas periferias. Uma cidade compacta seria um lugar onde há uma mistura maior de serviços e habitação, o que os urbanistas chama de mix de uso, de forma que as pessoas não precisam utilizar automóveis para ir de casa até um supermercado, por exemplo. Tudo está ao alcance de uma boa caminhada. As cidades são dinâmicas e estão sempre em evolução. O documentário traz também depoimentos que reforçam a tese de que a maioria das cidades brasileiras não permite que as classes menos favorecidas permaneçam nas regiões que se valorizam. É a chamada periferização criada pelas forças da especulação imobiliária. Um exemplo vem da Região Norte do Brasil. Em Belém, no Pará, uma área habitada por ocupações irregulares há várias décadas está sendo removida para que a região possa ser reurbanizada de forma a absorver os interesses do mercado imobiliário.

Os desafios das cidades

O primeiro episódio da série sobre Desenvolvimento Urbano traz uma panorama de como o Brasil se transformou de rural e urbano. Para muitos, mais do que uma urbanização, houve uma desruralização, na medida em que as cidades não estavam preparadas para receber tanta gente. Foram mais de 70 milhões em 50 anos de urbanização das cidades brasileiras. Por conta disso, surgiram as periferias e uma profunda segregação entre as camadas sociais onde os pobres acabaram exilados nas áreas menos favorecidas e que, por muitos, consideradas não cidades, uma vez que nesses locais os serviços públicos básicos não são oferecidos para a população. Assim, o Direito à Cidade não é facultado à essas pessoas. O episódio discute todos esses aspectos e traz soluções que podem ser implantadas através de leis como a do Estatuto da Cidade e o Plano Diretor. Também aborda questões ligadas ao Patrimônio das Cidades e a questão do saneamento, deixando a pergunta no ar: afinal, que cidade queremos?

 

O modo de produção flexível e o novo perfil do trabalhador no século XXI

Filosofonet

Por Michel Aires de souza

          No início do seculo XX,  surgiu uma nova dinâmica capitalista, desenvolveu–se a produção em massa, com enormes fábricas, que produziam de tudo, a custo baixo para uma grande massa de consumidores. Era uma época de emprego, aumento de renda, direitos sociais e consumo para a classe trabalhadora. Mas essa dinâmica só se tornou possível a partir de novas estratégias para controlar os trabalhadores e assegurar a produção e o consumo das mercadorias. Novos mecanismos de controle dos trabalhadores foram criados para a maximização da produção e do lucro impulsionado pelo advento da sociedade de massas. O que começou a se difundir foi a teoria de Frederic Taylor, engenheiro norte-americano, conhecido como o pai da administração científica, que procurou racionalizar o controle do tempo e do espaço dentro da fábrica.   Taylor, a partir da observação direta, percebeu, no final do século…

Ver o post original 2.699 mais palavras

Leituras do Cotidiano, por Roberto Da Matta

Estudioso do Brasil, de seus dilemas e de suas contradições bem como de seu potencial e de suas soluções, Roberto da Matta revela o Brasil, o seu povo e a sua cultura através de suas festas populares, manifestações religiosas, literatura e arte, desfiles carnavalescos e paradas militares, leis e regras (quando respeitadas e quando desobedecidas), costumes e esportes. Surge daí um Brasil complexo, que não se submete a uma fórmula ou esquema único. Para Roberto da Matta, o Brasil é tão diversificado como diversificados são os rituais, conjunto de práticas consagradas pelo uso ou pelas normas, a que os brasileiros se entregam.

A utopia brasileira, por Eduardo Giannetti

Economista, filósofo e escritor, Eduardo Giannetti é um dos mais destacados pensadores brasileiros da atualidade. Em entrevista ao UM BRASIL, ele faz uma reflexão sobre o tamanho do Estado brasileiro, o modelo de tributação concentrado em Brasília, os 30 anos da Constituição, o combate à corrupção e as perspectivas para uma renovação da nossa política. Ainda, Giannetti comenta alguns dos principais temas do seu último livro – “Trópicos Utópicos” – e propõe que o Brasil pode se tornar uma alternativa “à falência múltipla do modelo Ocidental”.