Projetos sociais

2011 a 2013 – PROJETO PARLAMENTO JOVEM

Educação de jovens estudantes para o exercício da cidadania.
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Plenária final do Parlamento Jovem 2011 na Assembléia Legislativa de Minas Gerais sobre o tema “Drogas: como prevenir?”. (Foto: Willian Dias / ALMG)

O Parlamento Jovem de Minas é um projeto de formação política voltado a estudantes do ensino médio de escolas públicas e particulares, e também do ensino superior. Por meio dele, os participantes podem conhecer melhor o funcionamento dos Legislativos Municipal e Estadual, bem como os principais instrumentos de intervenção democrática na vida pública. A cada ano, um tema de relevância social é debatido pelos jovens, que desenvolvem pesquisas, participam de palestras e de processos formativos sobre o assunto. A partir daí, discutem e elaboram, de forma coletiva, propostas para o enfrentamento do problema tratado. As proposições são encaminhadas para a apreciação das Comissões de Participação Popular da Câmara de Belo Horizonte e da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, nas etapas municipal e estadual do projeto, respectivamente. O Parlamento Jovem Minas é uma iniciativa da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, desenvolvida em parceira com a PUC Minas e com câmaras municipais de diferentes partes do estado, dentre elas a de Belo Horizonte. Neste projeto, participei da equipe de coordenação da PUC Minas, onde os jovens estudantes puderam debater e apresentar soluções para temas relacionados ao uso de drogas, à educação cidadã e à sustentabilidade urbana.

2006 a 2007 – PROJETO CONTABILIDADE – CIDADANIA

Dicas úteis de economia doméstica para a população de baixa renda.
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Distribuição da cartilha sobre economia doméstica.

Este foi um projeto de extensão universitária do curso de Ciências Contábeis da PUC Minas, unidade São Gabriel. Neste projeto,  coordenei a produção, a impressão e a distribuição de 5.000 cartilhas intitulada “Como economizar dinheiro no dia-a-dia: dicas úteis de economia doméstica”. Essas cartilhas foram distribuídas para pais de alunos nas escolas públicas da região do bairro São Gabriel em Belo Horizonte. Na cartilha constam dicas de como as famílias podem economizar dinheiro utilizando recursos como energia elétrica, água e telefone de forma racional, além de informações básicas sobre juros. A cartilha traz também uma tabela de controle de orçamento familiar, que auxilia as famílias a controlarem seus gastos. O projeto partiu do pressuposto que a gestão financeira, a partir da economia doméstica, é um trabalho em que as pessoas e as famílias buscam realizar suas metas de consumo, controlando seus gastos e aprendendo a administrar seus recursos. Sendo assim, a economia doméstica representa o processo de gestão de uma pessoa ou família de forma que seus gastos sejam administrados com planejamento, organização, direção e controle no uso de recursos financeiros com a finalidade de alcançar os objetivos propostos e, com isso, realizar seus desejos.

2003 – PROJETO ECA VAI À ESCOLA

Capacitação de professores sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente.
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Curso sobre o ECA para professoras de uma escola municipal de Belo Horizonte.

O Instituto da Criança e do Adolescente é um Programa da Pró-Reitoria de Extensão da PUC Minas, coordenado por um Conselho Técnico interdisciplinar. O Projeto ECA vai à escola foi um dos três subprojetos que compreenderam o projeto Criança e Adolescente: prioridade absoluta, resultado do convênio PUC Minas/ PROEX/ ICA – UNESCO, firmado em 2003. O ECA Vai à Escola nasceu de um diagnóstico dos Conselhos Tutelares, realizado pelo ICA, que apontou para a existência de uma relação conflituosa entre estes e as Escolas na implementação da Lei 8.069/90, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Na opinião dos conselheiros, de uma maneira geral, ocorria por parte dos professores não só o desconhecimento sobre o Estatuto, mas também uma resistência à sua aplicação, gerada, entre outros motivos, pelo entendimento de que o estatuto ameaçava a sua autoridade. Por outro lado, observava-se também a falta de uma maior preparação e discernimento por parte dos Conselheiros Tutelares para desempenhar suas funções adequadamente junto à escola. Tendo em vista essas questões, o Conselho Técnico do ICA considerou importante elaborar um projeto com o objetivo de difundir o ECA nas escolas, trabalhando os direitos fundamentais postulados na lei junto aos vários segmentos: professores, alunos, funcionários e famílias, visando à formação de uma cultura cidadã e contribuindo para o estabelecimento de uma relação de cooperação entre Escolas e Conselhos Tutelares. No âmbito deste projeto, atuei como professor-divulgador do Estatuto em quatro escolas da rede municipal de ensino de Belo Horizonte.

2002 a 2005 – PROJETO VEREDAS

Formação superior de professores à distância.
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Atividade lúdico-pedagógica do Projeto Veredas numa escola de Belo Horizonte.

O Projeto Veredas da Secretaria Estadual de Educação de Minas Gerais (SEE-MG) foi organizado na forma de um curso de graduação plena, distribuído em oito módulos, com duração prevista de quatro anos, mas passível de ser flexibilizado, de acordo com as necessidades dos alunos. O curso habilitou centenas de professores e professoras para o exercício do magistério na educação básica, especificamente na educação infantil e nos quatro primeiros anos do ensino fundamental, de acordo com os requisitos contemporâneos para os profissionais da área de educação e as determinações legais vigentes no Brasil. O Projeto Veredas empregou tecnologias da informação integradas que propiciaram o desenvolvimento de competências necessárias para o trabalho coletivo e a ampliação dos horizontes pessoais dos professores cursistas. O Curso Normal Superior – Projeto Veredas – se constituiu como um curso de graduação plena para habilitação em nível superior de professores das redes públicas do Estado de Minas Gerais, iniciado em janeiro de 2002, integrando a Proposta da Escola Sagarana, priorizada no Governo Itamar Franco. O Veredas foi o primeiro projeto a ser implantado no âmbito do Programa Anchieta de Cooperação Interuniversitária – PACI, que enfatiza a utilização da educação a distância e adota a proposta de formação e qualificação de professores dos anos iniciais do ensino fundamental, defendendo o uso de tecnologias diversificadas e buscando adequar o projeto às especificidades regionais. O Veredas se constituiu, portanto, como um projeto de grande porte, que iniciou suas atividades com 14.196 cursistas matriculados, do total de 14.300 aprovados no processo seletivo. Neste projeto fui professor-tutor responsável pela formação de dezesseis professoras das redes municipal e estadual de ensino de Belo Horizonte.

2001 a 2003 – PROJETO ALFASOL  (Alfabetização Solidária)

A sociedade civil lutando contra o analfabetismo.
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Sala de aula de EJA na zona rural do município de Itinga, Vale do Jequitinhonha – MG.

A AlfaSol é uma organização social sem fins lucrativos e de utilidade pública que desenvolve ações que visam contribuir com a elevação da escolaridade e ampliar a oferta de Educação Profissional para jovens e adultos. A AlfaSol foi criada em 1996, pela antropóloga Ruth Cardoso, adotando um modelo simples de alfabetização inicial, inovador e de baixo custo, baseado no sistema de parcerias com os diversos setores da sociedade. A Organização trabalha pela redução dos altos índices de analfabetismo no país. Sua missão contempla ainda a ampliação da oferta pública de Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Brasil. Durante esse período, a AlfaSol já atendeu 5,6 milhões de alunos; capacitou cerca de 260 mil educadores; beneficiou mais de 2.300 municípios. A trajetória de sucesso da AlfaSol e seu reconhecimento nacional se devem ao rigor por uma atuação que reconhece o direito à educação ao longo da vida de todo cidadão; respeita as ações locais preexistentes; apoia a agenda pública nacional; fortalece a extensão universitária; entende o trabalho como princípio educativo; incentiva a sustentabilidade das ações empreendidas; e reconhece positivamente a diversidade cultural e étnico-racial. No âmbito deste projeto, coordenei as atividades pedagógicas realizadas pelos educadores nos municípios de Catuti, no Norte de Minas e em Itinga, no Vale do Jequitinhonha, duas cidades que ficam na região semi-árida de Minas Gerais.

1994 a 1998 – PROGRAMA MIGUILIM

Atendimento emergencial a meninos e meninas de rua de Belo Horizonte.
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Na antiga Casa de Apoio da Rua Varginha, no Bairro Floresta.

O principal objetivo do Programa Miguilim da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte é implementar e executar a política pública de atendimento e assistência às crianças e adolescentes com trajetória de vida nas ruas na cidade de Belo Horizonte, buscando assegurar-lhes os direitos básicos preconizados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), tais como alimentação, saúde, educação, moradia, esporte, lazer, etc., combatendo a situação de risco a que estão submetidos, sensibilizando-os para o retorno ao convívio familiar. Criado há mais de 20 anos, o Miguilim é um centro de referência na assistência a crianças e adolescentes da capital que vivem em situação de rua, colaborando para a ressocialização dos jovens e possibilitando o retorno deles às suas famílias e às suas comunidades de origem. Neste programa, atuei como Educador Social nas unidades Casa Moradia, Abordagem de Rua, Casa de Apoio e Albergue Masculino, estabelecendo contato direto e rotineiro com o público atendido.