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Videoaula sobre o contrato social em Rousseau

Texto do Professor Anderson Pinho (Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=cCMebudVJss&feature=emb_logo) Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) nasceu em Genebra e era filho de franceses calvinistas que fugiram da França por causa das perseguições. Foi talvez o único filósofo iluminista que não nasceu em berço de ouro. Desde muito cedo teve que trabalhar para se sustentar, e em 1742 vai para a França em busca de se destacar profissionalmente como professor de música. Rousseau era um Homem inteligente e escrevia sobre muitos assuntos. Ele escreveu sobre música, poesia, mas foi com Discurso sobre a origem e a desigualdade entre os homens (1755), O contrato social (1762), e Emílio (1762), que Rousseau deixou seu nome marcado na história como um grande filósofo, influenciando com suas ideias os rumos da França e do mundo ocidental por conseguinte. Essas três obras são um todo que formam o seu pensamento político. Suas obras eram tão radicas que ele recebia críticas severas até mesmo de outros filósofos iluministas, principalmente de Voltaire que dizia que se fossemos dar ouvidos a Rousseau teríamos que voltar a andar de quatro. Rousseau é também um grande contratualista, ele escreve sobre a origem do Estado seguindo o mesmo caminho de Hobbes e Locke, mas diverge totalmente de ambos. Vejamos, então, como ele concebe a passagem do homem em estado de natureza para a sociedade política. Francês por formação espiritual, mas genebrino por tradição moral e política, Rousseau sempre se considerou estrangeiro na pátria que escolheu. Esse sentimento de estar deslocado, vivido com intensidade, talvez possa ser considerado como o fundamento psicológico das análises sócio-político-culturais que fizeram dele um crítico radical da vida civil de sua época. Nostálgico de um modelo de relações sociais voltado para a recuperação dos sentimentos mais profundos do espirito humano, ele levantou a hipótese do homem natural, originalmente íntegro, biologicamente sadio e moralmente reto e, portanto, justo, não mau e não opressor. O homem não era, mas tornou-se mau e injusto. Seu desequilíbrio, porém, não é originário, como considerava Pascal, na esteira da Bíblia, e sim um desequilíbrio derivado e de ordem social. Rousseau amava e odiava os homens. Mesmo odiando-os, sentia que os amava. Ele os odiava por aquilo que se haviam tornado, mas os amava por aquilo que são em profundidade. A sanidade moral, o sentido da justiça e o amor são parte da natureza do homem, ao passo que a máscara, a mentira e a densa rede de relações alienantes são efeitos daquela superestrutura que foi se formando ao longo de um caminho de afastamento das necessidades e das inclinações originárias. Ele também escreve uma história hipotética da origem da humanidade porque considerava impossível conhecê-la verdadeiramente, já que se tinha tão pouco conhecimento e vestígios dessa época. Mais do que uma realidade historicamente datável, o estado da natureza é uma hipótese de trabalho que Rousseau formula principalmente escavando dentro de si mesmo e que utiliza para captar tudo o que, de tal riqueza humana, foi obscurecido e reprimido pela efetiva caminhada histórica. Quando falamos de um estado de natureza em Rousseau, muito mais do que de um período histórico ou de uma particular experiência histórica, trata-se de uma categoria teórica que facilita a compreensão do homem presente e das suas falsificações. Em outros termos: na economia do pensamento de Rousseau, o estado natural tem valor normativo, constituindo um ponto de referência na determinação dos aspectos corrompidos que se insinuaram em nossa natureza humana. Para Rousseau, em estado de natureza o homem era solitário, livre e feliz. Agia seguindo apenas seus bons instintos naturais e em harmonia com o seu meio natural. Era um bom selvagem.

 

Videoaula sobre Karl Marx

Texto do Professor Anderson Pinho (Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=HGwBJ-GY2rU&feature=emb_logo) Karl Marx nasceu em Trier, em 15 de maio de 1818, filho de Heinrich, advogado, e de Henriette Pressburg, dona de casa. O pai e a mãe de Marx eram de origem judaica. Em 15 de abril de 1841 laureou-se em filosofia, em Berlim, com a tese intitulada Diferença entre a filosofia da natureza de Demócrito e a de Epicuro. Após o caminho universitário, Marx passou ao jornalismo, tornando-se redator da “Gazeta Renana”, órgão dos burgueses radicais da Renânia. Em pouco tempo, Marx tornou-se redator-chefe do jornal. Entretanto, em 21 de janeiro de 1843, o jornal foi oficialmente interditado. Nesse período, Marx estudou Feuerbach, e ficou entusiasmado. No verão de 1843, escreveu a Crítica do direito público de Hegel, cuja introdução foi publicada em Paris, em 1844, nos “Anais franco-alemães”, fundados por Ruge, que convidou Marx para ser co-diretor. Em Paris, Marx entrou em contato com Proudhon e Blanc, encontrou Heine e Bakunin e, sobretudo, conheceu Friedrich Engels, que seria seu amigo e colaborador por toda a vida. De 1844 são seus Manuscritos econômico- filosóficos (publicados em 1932). Nesse meio tempo, colaborou com o “Avante”, jornal dos artesãos comunistas, difundido na Alemanha. E precisamente por essa colaboração pagaria o preço de ser expulso da França (11 de janeiro de 1845). Nesse tempo, amadurecia seu afastamento da esquerda hegeliana. Em 1845 escreveu A sagrada família, trabalho em colaboração com Engels e dirigido contra os hegelianos de esquerda. Ainda contra eles, Marx e Engels escreveram em Bruxelas (onde Marx se havia refugiado depois de sua expulsão da França) A ideologia alemã. As teses sobre Feuerbach remontam a 1845 (mas Engels só as tornou públicas em 1888), ao passo que A miséria da filosofia, resposta a Filosofia da miséria de Proudhon é de 1847, escrito no qual Marx ataca o “socialismo utópico” em nome do “socialismo cientifico”. Marx permaneceu na Bélgica até 1848. E foi em janeiro de 1848 que ele ditou, juntamente com Engels, o famoso Manifesto do partido comunista, a pedido da “Liga dos comunistas”. Desencadeado o movimento de 1848, Marx voltou por breve período a Colônia, onde fundou a “Nova Gazeta Renana”, que, porém, foi obrigada quase que imediatamente a suspender suas publicações. De Colônia voltou para Paris, mas, tendo-lhe sido proibida a permanência na capital francesa, Marx partiu para a Inglaterra, lá chegando em 24 de agosto de 1849. Na Inglaterra, Marx se estabeleceu em Londres, onde, entre dificuldades de toda sorte, conseguiu, com a ajuda financeira do seu amigo Engels, levar a bom termo todas aquelas pesquisas de economia, história, sociologia e política que constituem a base de O Capital, cujo primeiro volume saiu em 1867, ao passo que os outros dois foram publicados postumamente por Engels, respectivamente em 1885 e em 1894. Em 1859, saíra sua outra obra fundamental, a Crítica da economia política. Empenhado na atividade de organização do movimento operário, Marx conseguiu fundar em 1864, em Londres, a “associação internacional dos trabalhadores” (a Primeira Internacional), que, depois de vários contrastes e peripécias, dissolveu-se em 1872 (ainda que, oficialmente, sua dissolução só tenha sido decretada em 1876). A última década da vida de Marx também foi período de intenso trabalho. Em 1875 publicou a Crítica ao programa de Gotha, tomando como alvo as doutrinas de Lassalle. Mas, mais do que qualquer outra coisa, trabalhou em O Capital. Ele morreu em 14 de março de 1883, sendo sepultado três dias depois no cemitério londrino de Highgate.

Videoaula sobre o contrato social em Thomas Hobbes

Neste vídeo, o Prof. Matheus Passos fala sobre o contrato social em Thomas Hobbes. Explica-se como ocorre, na visão de Hobbes, a criação do contrato social e a passagem do estado de natureza para o estado de sociedade. Hobbes é um dos autores que usam o contrato social como explicação teórica para o surgimento do Estado moderno.

Videoaula sobre o contrato social em John Locke

Neste vídeo, o Prof. Matheus Passos fala sobre o contrato social em John Locke. Explica-se como ocorre, na visão de Locke, a criação do contrato social e a passagem do estado de natureza para o estado de sociedade. Locke é um dos autores que usam o contrato social como explicação teórica para o surgimento do Estado moderno.

Videoaula sobre Thomas Hobbes

Texto do Professor Anderson Pinho (Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=wWQqrQNj8hI&feature=emb_logo) Thomas Hobbes (1588-1679), inglês de família pobre, conviveu com a nobreza de quem recebeu apoio e condições para estudar e defendeu ferrenhamente o poder absoluto, ameaçado pelas novas tendências liberais. Teve contato com Descartes, Francis Bacon e Galileu. Preocupou-se, entre outras coisas, com o problema do conhecimento, tema básico das reflexões do século XVII, representando a tendência empirista. Também escreveu sobre política: as obras De Cive (Do Cidadão) e Leviatã. O que acontece no século XVII, época em que Hobbes viveu? O absolutismo, atingindo o apogeu, encontra -se em vias de ser ultrapassado, e enfrenta inúmeros movimentos de oposição baseados em ideias liberais. Thomas Hobbes nasceu na era de ouro elisabetana, mas sua vida adulta foi marcada por esses conflitos entre reis e o parlamento. Ele era crítico da democracia e por conseguinte, da monarquia parlamentar inglesa. Quando estourou a guerra entre rei e parlamento ele se manteve a favor do rei, e teve que se exilar na França em 1640. Um país onde todo aquele que quisesse defender o absolutismo era bem-vindo. Thomas Hobbes encarou a questão da legitimidade do poder absoluto e da fundamentação da criação do estado em sua grande obra Leviatã, que publicou na França em 1651, dois anos depois da vitória de Cromwell e quando seu governo ditatorial começava a se consolidar. Por que deve existir o Estado e de onde vem o seu poder absoluto? Essa é a pergunta central da obra magna de Thomas Hobbes. Na França, havia a teoria do direito divino dos reis de governar, mas nosso filósofo era um homem racional demais para abraçar tal teoria. Thomas Hobbes inova no pensamento político da época ao defender que a organização social deve ser entendida e explicada não como uma teia de jogo de interesses entre classes sociais diferentes, mas do mesmo modo como a ciência explica o movimento dos corpos através de suas relações de causa e efeito, tendo como princípio básico o entendimento do movimento como um fenômeno natural. Filosofia, para ele, era física dos corpos. A nova filosofia Thomas Hobbes tinha um notável conhecimento de línguas clássicas. Entretanto, essas línguas serviram-lhe para se aproximar de poetas e historiadores e não para revisitar e meditar os filósofos antigos. Tinha decidida aversão por Aristóteles e mais ainda pela filosofia escolástica (que então era interpretada de modo inteiramente inadequado). Entretanto, ficou entusiasmado pelos Elementos de Euclides, com sua rigorosíssima construção dedutiva, que ele considerou modelo de método para o filosofar. Também exerceram notável influência sobre Thomas Hobbes o racionalismo cartesiano, com suas instâncias derivadas da revolução cientifica, e Bacon, com sua concepção utilitarista do saber. Mas talvez a influência mais poderosa tenha sido exercida por Galileu com sua física, tanto que, em várias partes da obra de Thomas Hobbes, fica evidente a intenção de ser o Galileu da filosofia, em especial o Galileu da ciência política. Entendida como estudo do movimento a física não remonta a antes de Galileu, diz expressamente Thomas Hobbes, ao passo que a filosofia civil não remonta a antes de sua própria obra Do cidadão (1642). No De corpore, Thomas Hobbes expressa muito eficazmente a nova tempera espiritual e (como já haviam feito muitas páginas de Descartes e de Bacon) sanciona o fim de uma época do filosofar e o início de uma nova, que fecha as portas ao pensamento antigo e medieval, sem possibilidades de apelo por muito tempo. Em particular, Thomas Hobbes destaca o seguinte: a) o grande mérito de Galileu; b) a necessidade de fundar uma nova ciência do Estado com base no modelo galileano; c) a vacuidade e inconsistência da filosofia grega; d) a perniciosidade da mistura operada pela filosofia vetero medieval cristã entre a Bíblia e a filosofia platônica e especialmente a aristotélica, que Hobbes considera uma traição da fé cristã; e) a necessidade de expulsar o monstro metafísico e de distinguir a filosofia da religião e das Escrituras.

Videoaula sobre o pensamento político de Nicolau Maquiavel

Texto do Professor Anderson Pinho (Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=D5W4KyMMFyM&feature=emb_logo) As transformações sofridas pelo poder político não passaram despercebidas pelos renascentistas, e a principal, e mais significativa personalidade nesse campo foi o florentino Nicolau Maquiavel (1469 – 1527). Ele assumiu um cargo importante no governo de Florença depois que a família Médici foi afastada do controle da cidade. Trabalhava como diplomata fazendo várias viagens aos grandes reinos que haviam se unificado, e não se conformava com o estado de guerra que se encontrava a Península Itálica. Na época de Maquiavel as cidades mais expressivas dessa região eram: a sua Florença, Milão, Nápoles, e Veneza. Apesar de seu forte comércio elas eram frágeis politicamente e totalmente vulneráveis a ataques externos. Na época dele era a coisa mais comum uma cidade invadir e dominar outra, por isso a sua preocupação. Além disso, Maquiavel acreditava que a região italiana só teria a ganhar se fosse unificada. Mas como fazer isso? Essa é a pergunta central de O Príncipe (1513), a sua grande obra prima que iria mudar totalmente o modo dos homens ocidentais enxergarem a política. Maquiavel é considerado o pai da ciência política moderna porque não escreveu um tratado teórico de como deveria ser o governo ideal. Desde os gregos até sua época, todos fizeram isso. Sua preocupação não era como deveria ser a política, mas sim em como ela é realmente praticada. Com isso em mente, tendo como fundamento empírico as lições que a história havia dado e como se comportavam os grandes políticos de sua época, ele escreveu um manual de como construir um estado forte e como se manter no poder para governá-lo. Para isso ele entendia que o príncipe deveria ser guiado pelos resultados a serem alcançados, podendo tudo fazer. Não deveria ficar preocupado com questões morais, o importante era conseguir o poder e mantê-lo. Para Maquiavel, portanto, a política não é atrelada à moral, pois os “fins justificam os meios”. O príncipe deve usar de todas as artimanhas possíveis, mentir, ludibriar, enganar. É o homem astuto, esperto o suficiente para conseguir o que deseja. Desse modo, para conseguir o poder ele tem que possuir a virtu, ou seja, qualidades especiais que o diferencie dos outros homens. É ela que vai possibilitá-lo a reconhecer as circunstâncias certas (fortuna) para agir como se deve no momento certo. A fortuna é o que muitos chamam de sorte, mas só a aproveita quem estiver preparado. Esse é o elemento característico do pensamento renascentista nos seus ensinamentos. Maquiavel sabe que existem forças independentes da vontade do homem agindo sobre ele. Mas o homem como um ser racional, dotado de inteligência, não é uma simples marionete jogada de um lado a outro ao sabor do acaso. Ele pode usar sua racionalidade para decidir os rumos de sua vida. Chegado ao poder, é preciso saber como se manter nele. Para isso, é melhor ser temido do que amado. Maquiavel tinha uma visão pessimista sobre o homem, acreditava que ele é um bicho escroto, que quando tá tudo bem, todo mundo é seu amigo, mas “na hora do vamos ver” todo mundo lhe vira as costas. Não existe essa de bem comum. Os indivíduos vivem em constante conflito em sociedade, e não dá para agradar todo mundo. Para manter a lealdade de todos é melhor que eles o temam, pois assim é mais fácil de obedecerem e se manterem fiéis. É até bom de vez em quando esfolar um infeliz para que todos vejam que o príncipe não está para brincadeira. Para o leitor superficial de Maquiavel, O Príncipe o torna, sem sombra de dúvidas, um dos escritores mais sem escrúpulos de todos os tempos. Essa é a interpretação possível para quem analisa essa obra fora de seu contexto histórico. Maquiavel escreveu essa obra, quando os Médici retornaram ao poder e ele foi posto para fora da cena política. Ele a dedicou a Lorenzo de Médici, o único homem que poderia, aos olhos dele, unificar a Itália e lhe trazer de volta o brilho e esplendor da Roma republicana anterior à ditadura de Júlio César. Maquiavel era um republicano, e não escreveu uma obra para um governante que quisesse se perpetuar no poder de forma absoluta e despótica.

 

Videoaula sobre movimentos sociais

Neste vídeo você assiste a uma aula sobre Movimentos Sociais com Lara Rocha, professora de Filosofia e Sociologia no Descomplica. Você vai entender as principais características e diferenças dos movimentos entre si: os reivindicativos, políticos e os de classe. Além disso, vai entender também os principais movimentos e suas implicações.